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news & current affairs

Notícias da Austrália e do Mundo com Beatriz Wagner: 21.11.2009
Risco catastrófico de incêndios em partes de Nova Gales do Sul hoje e amanhã

Governo tem esperanças de finalizar o acordo para o comércio de emissões de carbono ainda neste fim-de-semana

Ataques com bombas deixam 23 mortos no Afeganistão

ONU acusa o Irã de violações graves e contínuas dos direitos humanos
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Anatomia de Um Crime Suspeito: o Falso Lula - Editorial: 19.11.2009
Beatriz Wagner
Diretora do Programa de Língua Portuguesa
Rádio SBS da Austrália

EDITORIAL

Havia um trote e há uma injustiça circulando na mídia internacional e no universo online.

O trote do falso presidente Lula dando entrevistas a rádios ao redor do mundo foi sustado. A injustiça ainda se perpetua.

Tanto o detectar do trote como a injustiça são um pouquinho como o ovo de Colombo desta estória: uma vez em pé, todo mundo poderia tê-lo feito antes.

No processo do trote há três fases: a obtenção e gravação da entrevista, a sua posterior divulgação para fins humorísticos e finalmente a radiodifusão da entrevista pelas emissoras vítimas do trote, espalhadas pelo planeta.

Os locutores de uma rádio de São Paulo foram bem-sucedidos nas três fases do trote com rádios de Angola, Moçambique e Cabo Verde. Uma emissora do Canadá desconfiou e não caiu no golpe, consultando o governo brasileiro.

Um dia após a consulta da rádio canadense a Brasília, a 6 de novembro, emissoras da Austrália e de Timor-Leste gravaram as entrevistas, mas descobriram a farsa, independentemente, a tempo. Em Timor-Leste, a entrevista que iria a ar à noite e na Austrália, aonde estava prevista para ir ao ar no dia seguinte, sábado, foram canceladas. Mas a Rádio SBS fez uma denúncia formal a Brasília, com um pedido de investigação policial.

Uma vez gravada a entrevista, o suposto presidente Lula da Silva e o seu suposto assessor Caio Martins usam uma tática velha e batida de fazer graça: a descontextualização.

O truque dos fraudadores é barato e banal: a substituição das respostas do falso presidente pelo escracho total, mantendo as perguntas do jornalista. Mas somente eles sabem disso, não os seus ouvintes e internautas.

Para isso, durante a entrevista, o falso Lula tenta o seu melhor para falar sério. Algum talento ele há que ter. Precisa inspirar confiança para conseguir levar a entrevista o mais longe possível.

Até eu mesma, ainda estudante, usei isto no meu trabalho final de rádio na universidade, mas fiz o reverso: mantive as respostas dos entrevistados e troquei todas as minhas perguntas. Foi uma brincadeira inócua com professores do curso de jornalismo na época, numa suposta reportagem com eles no futuro, exatos 20 anos depois, extrapolando ao extremo as características mais marcantes de cada personalidade. Divertido.

De volta ao falso Lula. As emissoras de rádio enganadas editam o seu material e o colocam no ar. Os falsários fazem o mesmo, mas mudam as respostas do falso presidente.

E deitam e rolam. Vale tudo: sons de metralhadora, papagaios, o falso presidente pede os seus chinelos. Faz declarações surreais: macacos nas árvores para cuidar da segurança, que quer alterar a trajetória do planeta para ter mais sol no Rio. E o seu público fiel delira. O imitador engana agora a sua audiência, fazendo o público acreditar que aquelas foram as respostas que o falso Lula deu na hora da entrevista.

De uma tacada, enlameiam a autoridade máxima do Brasil, o jornalista, a emissora de rádio em que trabalha e, de revesgueio, o país alvo do trote.

Mas ainda há um caldo a tirar de tanto esforço de enganar. É a terceira fase do trote: a entrevista concedida às rádios no exterior vai ao ar nos países que caíram no conto. Aconteceu em Angola, Moçambique e Cabo Verde. Poderia ter acontecido na Austrália e em Timor-Leste.

Quantas emissoras no total foram contatadas? Quantas se deram conta? Quantas consultaram o governo brasileiro? Quantas foram ludibriadas? A investigação da Polícia Federal deverá descobrir.

Enquanto os falsários se estrebucham de rir com o trote indo ao ar no Brasil, e todos sabem que é um trote, alguém ainda poderia argumentar que estamos no campo do debate ético-humorístico.

Mas quando o impostor permite ser apresentado em rede nacional de rádio, em vários países, como sendo o Excelentíssimo Senhor Luís Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil, ou seja, ao assumir a identidade do presidente, as consequências mudam. E podem ser desastrosas.

Troteiros profissionais sabem o momento certo de se revelar às suas vítimas, de declarar o trote. É quando o seu objetivo foi alcançado.

A saga do falso Lula acaba ganhando dimensão internacional.

Na cobertura do caso, alguns jornalistas, tanto do Brasil como do exterior, acabam caindo num segundo trote. Ouvem a gravação disponibilizada pela rádio troteira, com as respostas trocadas e agora, sim, grotescas, e concluem, sem checar as fontes, que aquela entrevista absurda foi ao ar neste ou naquele país.

Assim como alguns jornalistas de rádios no exterior caíram no trote do falso Lula, quase todo mundo acreditou no trote duplo dos falsários: que o que foi ao ar no Brasil para divertir a audiência não tinha sido manipulado.

Os fraudadores enganaram quase a todos: aos jornalistas no exterior, ao seu público, aos internautas e aos jornalistas que tripudiaram na ingenuidade das vítimas diretas do falso Lula.

Segunda o agência EFE de notícias, uma fonte do governo brasileiro teria dito que a entrevista enviada pela SBS era uma imitação grotesca. Mas a SBS ainda está por enviar a entrevista ao Brasil.

Acreditar que aquelas respostas grotescas do falso Lula foram ao ar em Angola, Moçambique e Cabo Verde é tão surpreendente quanto cair no conto do presidente de mentira.

Nenhuma das entrevistas originais, que foram ao ar nos três países vítimas, está disponível na internet. Nem as gravações da Austrália ou de Timor-Leste.

Não basta à vítima do trote a vergonha de ter caído nele. Colocando sal na ferida, há que somar a isso a humilhação das reportagens e dos comentários dos blogs, dos internautas e, pior, de colegas de profissão. Ter que ouvir que eram ingênuos a ponto de ouvirem as maiores barbaridades do suposto Lula e de terem continuado a entrevista. O que não foi o caso.

Inaugura-se uma espécie de “jornalismo de espelho”, aonde o repórter, o roto falando do rasgado, se vê refletido na crítica que faz.

É um absurdo alguém acreditar que algum jornalista, por mais simplório e crente que seja, não se daria conta da fraude. É um insulto imperdoável aos nossos colegas jornalistas dos PALOP, uma humilhação a mais para eles, e um dia funesto para a lusofonia. Uma injustiça.

Note-se que também jornalistas estrangeiros engoliram este segundo trote. Não foram apenas brasileiros que acreditaram que a verdadeira-falsa entrevista era, na verdade, falsa-falsa, duplamente falsa.

Quem caiu no engano aqui? Humilhação de quem, cara pálida?

Cair neste conto não é diferente de cair no outro. Uma ironia da miséria da condição humana.

O trote foi denunciado pela Rádio SBS da Austrália na sexta-feira, dia 6 de novembro, a Franklin Martins, Secretário da Comunicação Social da Presidência, acompanhado de um pedido formal de investigação policial.

O caso do falso Lula passou da Secom para o GSI, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e de lá acabou nas mãos da Polícia Federal brasileira, para investigar se houve, ou não, crime de falsidade ideológica.

Sydney, 14 de novembro de 2009
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Notícias da Austrália e do Mundo com Beatriz Wagner: 7.11.2009
Psiquiatra militar é suspeito de assassinatos em massa no Texas

Indonésia dá mais uma semana a Austrália para resolver o destino de 78 requerentes de asilo, ainda a bordo de um barco australiano

Primeiro Ministro britânico dá um ultimato ao Presidente do Afeganistão

Governo brasileiro investiga falso Lula, que está dando entrevistas a rádios do exterior, após denúncia da Rádio SBS
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Você Sabia - Mudanças no Visto 457: 3.11.2009
Novas regras para o Visto 457

No segmento semanal "Você Sabia" desta semana, conheça as mudanças no Visto Temporário de Trabalho - 457.

A introdução de salário de mercado, prova de inglês e mudanças relacionadas aos planos de saúde dos trabalhadores são alguns dos destaques.

Quem explica as novas condições do visto é o agente de imigração Macson Queiroz.

Por Alexandre Spengler
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Notícias da Austrália e do Mundo com Lloyd Martins - 15 Outubro 2009: 15.10.2009
Refugiados do Sri Lanka pedem asilo ao primeiro-ministro australiano

O Reino Unido vai enviar mais tropas para o Afeganistão

Portugal alcançou o playoff do Mundial de 2010, e os socceroos bateram Oman por 1-0, a contar para a Copa Asiática.

Lloyd Martins traz as notícias do dia
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Notícias da Austrália e do Mundo com Beatriz Wagner: 10.10.2009
Prêmio Nobel da Paz deste ano vai para Barack Obama

Bomba suicida mata pelo menos 49 pessoas num mercado de Peshawar, no Paquistão

Todos os grandes bancos australianos já repassaram o aumento de 0,25% da taxa de juros

Mais de 28 mil competidores de 95 países participam do Mundial de Masters, em Sydney
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Notícias da Austrália e do Mundo com Beatriz Wagner: 26.9.2009
Bombeiros ainda lutam contra oito incêndios em Queensland, mas apenas um está fora de controle

G20 termina em Pittsburgh exigindo esclarecimentos do Irã sobre suas ambições nucleares

...e com 66 manifestantes presos após protestos violentos contra os líderes do G20

Outra tempestade de pó cobre Sydney hoje, mas não tão forte quanto a da quarta-feira
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Cronologia de um Dia Memorável em Timor-Leste: 19.9.2009
...ou o dia em que Timor celebrou o referendo, libertou um alegado assassino e prendeu os que pediam justiça.

Díli, domingo, 30 de agosto de 2009: celebração dos 10 anos da Consulta Popular que levou à independência de Timor-Leste.

Um calor quase insuportável. Centenas de autoridades internacionais e convidados especiais estão nas cadeiras azuis que ladeiam o palco principal, no Palácio Presidencial de Díli.

A imprensa se amontoa em frente ao palácio, sob o sol que castiga, sem sombra à vista: repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, correspondentes de terras longínquas. E também esta sua correspondente, do Programa de Língua Portuguesa da Rádio SBS da Austrália.

A cerimônia, marcada para as 9 da manhã, atrasa. Após cinco minutos, começa um pequeno mal-estar. Passam-se quinze minutos. Mulheres abanam-se com os seus chapéus. Os convidados abandonam as cadeiras azuis que estão no sol. Todos querem sombra.

José Ramos-Horta, o Presidente-Prêmio-Nobel-da-Paz, é o anfitrião.

Nove e meia da manhã: o que se passa? O mal-estar agora já é generalizado. Somente a Governadora-Geral Quentin Bryce, toda de cor-de-rosa-choque, representante da Rainha da Inglaterra na Austrália, aguarda impassível na sua atitude monárquica, elegante e digna.

São quase 10 horas. E começa a cerimônia.

O presidente Ramos-Horta faz um discurso de 42 minutos, mas apenas 5 segundos do que diz bastam para incendiar as paixões desta terra esquecida por Deus:

“The past is the past. There will be no international tribunal.”

Somente alguns dias depois é que o mundo viria a saber que nos bastidores do palácio se desenrolava um drama, segundo a agência Australian Associated Press, com um ultimato do ministro indonésio das Relações Exteriores: “ou libertam Maternus Berek, ou não participo da cerimônia.”

Maternus Berek está indiciado pela ONU por crimes contra a humanidade: assassinato, extermínio, desaparecimentos à força, tortura, atos desumanos, estupro, deportação e perseguição.

O ponto alto da sua carreira de milícia pró-Indonésia foi o Massacre de Suai, no dia 6 de setembro de 1999, quando até 200 pessoas foram mortas, incluindo três padres.

Todos sabemos o desenlace do drama: o primeiro-ministro Xanana Gusmão deu a autorização verbal à ministra da Justiça, Lúcia Lobato, que por sua vez deu a autorização verbal de transferir um dos piores alegados assassinos de 99, o vice-líder da milícia Laksaur, da prisão de Becora para a embaixada da Indonésia em Díli.

Nem o segundo Vice-Primeiro Ministro de Timor-Leste, nesta terra de títulos e nomes longos, o engenheiro Mário Viegas Carrascalão, parece saber do que se passa. Falando à Rádio SBS após a cerimônia, ele reclama do atraso.

Assim começou, de manhã, o dia das celebrações do referendo em Díli.

Saltamos para as duas e meia da tarde do mesmo domingo, hora marcada para um protesto pedindo justiça às vítimas das atrocidades.

Local da cena: Hotel Timor, em frente ao Porto de Díli.

O protesto, com uns 60, 70 gatos pingados, é o único de toda uma semana de comemorações, apoiado pela Conferência Internacional da Solidariedade, que havia encerrado 3 dias de discussões na noite anterior.

Reúne ativistas estrangeiros e timorenses e atrai somente a imprensa local.

Acontece na porta de vidro do hotel, com suas faixas e cartazes.

No saguão do hotel, começo uma entrevista com António Guterres, Alto Comissário da ONU para os Refugiados, o ACNUR.

Ao final da entrevista, passado das 3 e 15 da tarde, entra ofegante no saguão do hotel Jefferson Lee, secretário da AETA/Associação Austrália-Timor-Leste, de Sydney, com a notícia: a polícia acaba de prender três estudantes timorenses.

Já na rua, fotografo os carros da polícia ainda por ali. O protesto já está dissolvido.

O timorense Lírio da Fonseca, fotógrafo da Reuters, diz que foi empurrado pela polícia.

A holandesa Saskia Kanenberg, que foi coordenadora dos observadores independentes do referendo em 1999, acompanhou toda a ação policial.

Não há outros jornalistas estrangeiros no local. Estão todos no Palácio Presidencial, para a cerimônia das 4 da tarde, quando Ramos-Horta deve entregar medalhas e prêmios a 45 personalidades que contribuíram para a independência de Timor-Leste.

Entre os condecorados, um jornalista timorense que responde nos tribunais a um processo criminal de difamação por parte da Ministra da Justiça, Lúcia Lobato, José Belo.

Ao final das condecorações, John Miller, ativista dos Estados Unidos, da ETAN/Rede de Ação por Timor-Leste, explica que o protesto da tarde não tinha autorização oficial.

Ele critica a legislação restritiva do país, que torna mais difícil condenar a ação da polícia.

Mas Mari Alkatiri não tem problemas em explicar o espírito da lei, aprovada pela Fretilin quando ele era primeiro-ministro.

E Alkatiri critica o governo de Xanana Gusmão.

Os três estudantes cometeram o crime de se manifestar sem autorização prévia, no domingo à tarde. Ficaram detidos por 3 dias.

Os que morreram e sofreram no massacre à Igreja de Suai, na maioria mulheres e crianças, exatos 10 anos atrás, quando Maternus Berek era o braço-direito do líder da milícia Laksaur, Egídio Matek, tiveram o azar de serem vítimas de um milícia indonésio, libertado no domingo de manhã e que agora aguarda ser deportado.

O 30 de agosto terminou à noite com uma grande festa popular, com a popstar indonésia Krisdayanti cantando no mega-palco em frente ao Palácio do Governo, o palácio de Xanana, e dançando com ambos o Presidente Ramos-Horta e com o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão.

Um belo sinal de amizade entre os dois povos.

O dia terminou com um grande espetáculo de fogos de artifício, exatamente à meia-noite, colorindo o céu de Díli e fazendo a noite virar dia.

Maternus Berek de certa forma participou da euforia da celebração.

Ele pode ouvir o pipocar dos fogos de artifício e, quem sabe, até vê-los, desde a segurança da embaixada do seu país, na capital timorense.

E esta aqui, definitivamente, não é a reportagem que eu tinha imaginado apresentar quando acabou o 30 de agosto de 2009 - a festa dos 10 anos do referendo que levou Timor-Leste a ser independente.

Beatriz Wagner, de Díli, para a Rádio SBS da Austrália.
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Notícias da Austrália e do Mundo com Beatriz Wagner: 12.9.2009
Presidente do Tribunal de Recurso de Timor-Leste ameaça prender quem libertou Maternus Berek

Barack Obama lidera cerimônias em memória dos 8 anos desde os ataques terroristas do 11 de setembro, às torres gêmeas e ao Pentágono

Cinco soldados australianos feridos em explosão no Afeganistão
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Alegado torturador timorense Gui Campos poderá deixar a Austrália: 12.9.2009
O governo federal da Austrália disse que não pode intervir no caso do timorense Gui Campos, alegadamente um criminoso de guerra, e que está morando em Sydney.

Robert MacLelland, o procurador-geral da Austrália, confirmou que a Polícia Federal está investigando as alegações em relação a atos de Gui Campos em Timor-Leste durante os anos 90.

Mas o senador Joe Ludwig, ministro especial de estado, disse que não há nada que o governo possa fazer porque Gui Campos está legalmente na Austrália e não foi formalmente acusado de nada.

O jornalista José Belo, do jornal Tempo Semanal, de Díli, e o autor timorense Naldo Rei, entre outras testemunhas, fizeram depoimentos dizendo que foram torturados por Gui Campos em Dili, na sede militar dos serviços secretos indonésios.

O alegado torturador e colaboracionista com os indonésios veio a Sydney, no meio do ano passado, com um visto especial para participar da Jornada Mundial da Juventude, que teve a presença do Papa Bento XVI.

Para obter o visto, ele teve uma carta de recomendação de um bispo timorense.
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